domingo, 1 de maio de 2011

A CARNE I

Deus não designou a carne como alimento de criaturas feitas à semelhança do Criador. A Bíblia nos relata que quando o homem saiu das mãos do Criador, Deus indicou-lhe como alimento os cereais e as frutas e oleaginosas (Gênesis 1:23); e depois acrescentou-lhe as hortaliças (Gênesis 3:18); e nos parece claro que se incluíam as ervas e leguminosas, devido ao desgaste físico mencionado no versículo 18.
Este foi a dieta feita para o home por uma inteligência que conhecia o organismo humano muito bem e sabia o que era melhor. Esta deve ser a mais importante das razões por que não devemos comer carne.
            Outra grande razão é: Como os seres humanos que se dizem nobres com elevada moral podem tirar brutalmente a vida de animais indefesos, para fazerem banquetes sobre seus cadáveres? E isto é coerente com o estado intelectual, moral e espiritual de pessoas que dizem estarem se preparando para viver a eternidade diante o Criador?
           Parece-me uma grande brutalidade um homem criar um animalzinho e um belo dia matá-lo.
          O nosso organismo não está preparado para ser alimentado de carne. A carne é fator de putrefação.
          O cheiro de podre tudo invade, após a ingestão da carne: o suor, as fezes a pele e cabelo são fétidos.
      Devido a inexistência de material fibroso, a carne não favorece os movimentos peristálticos dos intestinos, dificultando a evacuação. As toxinas provenientes da carne prejudicam todos os órgãos do corpo. Por vezes os animais são abatidos, numa situação de grande aflição diante do sofrimento em que são submetidos em momentos que precedem a morte. Isto produz uma grande quantidade de toxinas que, se fossem ingeridas em doses maiores por uma pessoa, com certeza lhe causaria a morte quase que instantaneamente. Fica claro que qualquer comedor de carne está comendo a morte aos poucos. (mas quem tem pressa em morrer? Não é mesmo?)
                Aqueles que se alimentam diariamente de carne terão enormes problemas de saúde com o passar dos anos, principalmente problemas renais, que se agravam rapidamente.
Toxinas e Bactérias Presentes no Animal
                No animal morto existem muitas toxinas em processo de expulsão do organismo, principalmente pela urina. Tais toxinas permanecem na carne e são ingeridas pelo homem. Você acha que isso é saudável? Claro que não. Cada quilo de carne bovina contém dois gramas de ácido úrico, que é uma dose muito alta. Ao cozinhar a carne os resíduos apresentam-se sob a forma de caldo, que se assemelha a urina.
                Em cada 100 gramas de bife, contém mais de um bilhão de germes, e se essa carne não for devidamente esterilizada pelo calor, grandes quantidades de micróbios ativos serão ingeridos. Nos bifes mal passados, nos churrascos sangrando, é fato que milhões de bactérias vivas entram nos organismos dos comedores de carne. Sem contar que a carne é um grande transmissor de micróbios, fazendo com que o organismo não resista a invasões de germes de outras fontes. A carne prepara em nós por suas toxinas, um ambiente favorável a toda tipos de enfermidades.
                Entre os que consomem carne com freqüência, apresenta-se um maior número de pessoas com varizes, hemorróidas e arteriosclerose do que entre os vegetarianos ou aqueles que consomem menos carne e muitas verduras. Podemos dizer o mesmo das doenças do fígado, dos rins. Do coração e dos problemas circulatórios.
                Sabemos também e isto não é novidade que a carne contribui em percentagem elevada para os enfartes do miocárdio, para os derrames, as tromboses, os distúrbios da pressão e de todos os ataques cardíacos.
Vejamos o que dizem Alguns Médicos
                O Dr. Elmer V. McCollum diz em Food, Nutition and Health, pág. 84: “Um consumo liberal de carne e ovos, aumenta a putrefação no cólon, e conquanto alguns afirmem que isto não é prejudicial à saúde, sobejam evidências em contrário.” É simples e lógico que não podemos ter boa saúde, mantendo nos intestinos um depósito de materiais podres, produzindo toxinas altamente nocivas.
                Se não sofremos as consequências imediatas da putrefação, não é porque as toxinas sejam boazinhas (benignas), mas é pelo alto poder restaurador do organismo (homeostasia), pelo menos enquanto o corpo ainda tem uma boa quantidade de resistência.
                O Drs. Alexis Carrel, Arbuthnot Lane e outros, constataram que a longevidade depende, em grande parte da capacidade orgânica de eliminar os resíduos de toda sorte e da perfeita nutrição celular.
A carne é um alimento formador de ácido no organismo. A pessoa ao se alimentar de carne, mantém permanentemente um ambiente ácido em todo o organismo, proporcionando desenvolvimento de todo tipo de bactérias.
                O Dr. Bogert diz em Dietetics Simplifield, págs. 135 e 136: “Os alimentos acidificantes destroem toda a reserva alcalina. Havendo uma reserva alcalina nos tecidos, eles serão mais saudáveis e mais capazes de resistir aos germes de doenças do que quando predominam os alimentos ácido-formadores.”
ODr. Owen S. Parrett, numa artigo intitulado, A Razão de Eu Não Comer, disse: “ A carne é o mais putrefaciente de todos os alimentos. Quando ela se deteriora nos intestinos, pode tornar a pessoa mais seriamente doente do que com qualquer outra espécie de alimento...”
“Desde que o vírus, ou germe, causador do câncer foi, agora perfeitamente determinado, a possibilidade, ou mesmo a probabilidade de que o comer carne, peixe ou galinha exponha a pessoa  ingerir alimentos carregados com vírus maligno, cria um problema.”

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

GLÚTEN VIRA COLA NO INTESTINO E PROVOCA DIVERSAS COMPLICAÇÕES

O inimigo de quem busca uma vida saudável pode estar no pão, no bolo ou na cerveja. É o Glúten – uma substância encontrada no trigo, no centeio, na aveia e na cevada. Segundo médicos e especialistas, ao chegar no intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e depressão.

Muito desses problemas de saúde são em decorrência do fato de que as pessoas de um modo geral passaram a comer em excesso alimentos ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Hoje até queijos embutidos vem com a substância. A nutróloga Clara do Brandão, do Ministério da Saúde, alerta para a criação de uma soberania alimentar. “Mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal a saúde”, disse.

O corpo responde de diversas maneiras: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio, alergias, diarréias e doenças auto-imunes. O nutrólogo João Curvo conta que os chineses consideram o excesso de glúten sinal de má higiene interna já que o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação.

A dieta sem glúten é moda nas academias pois o emagrecimento e a redução de gordura na área abdominal é comprovada. Muita gente está incluindo na alimentação pães de aipim e de milho, macarrão de arroz e cookies de soja. O nutricionista Leonardo Haus está recomendando a dessensibilização ao glúten. Trata-se de um período de três meses no qual não se pode comer os quatro cereais que contêm o glúten - trigo, centeio, cevada e aveia. “A idéia é uma reeducação alimentar. Você pode comer um pãozinho mas o excesso pode alterar todo o seu metabolismo, baixar a imunidade do organismo e levar doenças. Mas é bom lembrar que nem todo obeso tem essa intolerância alimentar”, explica.

Intestino sem glúten produz serotonina e gera alegria é a afirmação de especialistas da área nutricional. As dificuldades no começo da dieta podem aparecer por isso uma boa dica para ter o sucesso esperado é a ingestão constante de frutas, que além de leves são nutritivas e de baixa caloria. Outro fator importante é procurar no mercado alimentos produzidos com boa qualidade.

Pessoas alérgicas aos efeitos do glúten estão agindo de maneira mais radical e submetendo-se a cólonterapia. Um procedimento de lavagem do intestino grosso que faz circular de 40 a 50 litros de água provocando uma limpeza geral. Intestino sujo vai retendo cada vez mais toxinas no organismo e promovendo a disbiose, que é a alteração da flora normal, com fermentação e retenção de líquidos. Podendo ocorrer uma série de doenças articulares, auto-imunes e depressão. Depois da cólonterapia, o intestino volta a produzir o neurotransmissor da alegria – serotonina.

Ainda existem casos que as pessoas tem uma intolerância genética ao glúten, os celíacos. Pesquisas indicam que um em cada 300 brasileiros são portadores da doença. O diagnóstico é difícil pois é uma doença pouco conhecida no Brasil. Se o glúten é estritamente proibido para os celíacos, as pessoas que não sofrem do problema não precisam ser tão radicais. Comer um pãozinho de vez em quando está liberado.
Problemas relacionados ao consumo de glúten:

· Intolerância alimentar: o glúten é uma cola que adere as paredes intestinais e vai bloqueando o funcionamento do intestino. Os primeiros sintomas são intolerância alimentar, desconforto abdominal, gases e retenção de líquidos.

· Obesidade: Com o metabolismo lento não se processa devidamente os alimentos tendo como conseqüência o acúmulo de gordura abdominal.

· Baixa imunidade: afeta o sistema imunológico favorecendo doenças auto-imunes.

· Intoxicação e enxaqueca: o metabolismo estagnado dificulta a eliminação das toxinas elevando o risco de doenças como dores de cabeça e enxaquecas.

· Açúcar: Como o glúten é aliado do açúcar, seqüestrador do cálcio, aumentam os riscos de osteoporose, cáries, ranger de dentes, insônia, hipertensão e colesterol alto.

O glúten pode ser encontrado nos seguintes cereais:

Trigo, Aveia, Cevada, e Centeio.

Não possuem glúten:

Arroz de todas as variedades, Milho, Soja, Sementes oleaginosas, Amaranto.
A quinua ou quinoa é uma valiosa alternativa para quem não pode ingerir glúten.
O que um celíaco pode comer:

CEREAIS: milho, arroz, canjica;

FARINHAS: de arroz, mandioca, milho, fubá, fécula de batata, fécula de mandioca, polvilho doce, polvilho azedo, amaranto e quinua;

MACARRÃO: de arroz, quinua ou soja;

LATICÍNIOS: queijos frescos e minas;

HORTALIÇAS e LEGUMINOSAS: folhosas, legumes, tubérculos, feijão, cará, inhame, soja, grão de bico, ervilha, lentilha, batata, mandioca;

FRUTAS: todas, ao natural e sucos.

O que um celíaco não deve comer:

Todos os alimentos que contenham trigo, aveia, centeio, cevada e malte;
Produtos industrializados que contenham esses ingredientes em suas composições.

Fonte: Márcia Cezimbra do O GLOBO.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O que é Diabetes?

A insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, é responsável pelo transporte da glicose do sangue para o interior das células. Quando há falha na produção ou na ação desse hormônio, ocorre hiperglicemia (níveis elevados de glicose no sangue). A Diabetes Mellitus é resultante dessa incapacidade de absorção da glicose pelas nossas células.


Como deve ser a alimentação do diabético?
- Horários para se alimentar: realizar de 05 a 06 refeições por dia, com o intervalo de três horas entre as refeições, evitando permanecer em jejum prolongado. Realizar uma refeição leve antes de dormir (por exemplo: iogurte desnatado, leite de soja ou tofu) e tomar café da manhã assim que acordar.
- Fibras vegetais: responsáveis por retardar a absorção de açúcares e gorduras. Dessa forma, as fibras auxiliam no controle da glicose, triglicérides e colesterol sangüíneos, além de contribuírem para o bom funcionamento intestinal. São fontes de fibras: cereais integrais (arroz integral, macarrão integral, pão integral, quinua, aveia, amaranto), legumes, frutas (prefira consumir com casca e bagaço) e hortaliças.
- Adoçantes: utilizá-los para adoçar as suas preparações. Atenção para aqueles que podem ir ao forno e fogão. Devem ser utilizados para adoçar líquidos como sucos, vitaminas e chás.
- Ômega – 3: é uma gordura monoinsaturada presente em óleo de peixes e peixes in natura, linhaça, nozes e quinua. Auxilia no controle do colesterol, triglicérides e pressão arterial.
Alerta para o consumo destes alimentos:
- Carboidratos: arroz, batata, batata-doce, mandioquinha, cará, inhame, mandioca, milho, farinhas em geral, farofa, macarrão, pipoca e biscoitos são fontes de carboidratos. Se consumidos em excesso provocam hiperglicemia em diabéticos, já que os carboidratos são digeridos e transformados em glicose para serem absorvidos. Dessa forma evite consumi-los misturados em uma mesma refeição, como por exemplo: arroz + milho, batata + farofa, arroz + macarrão. Opte por apenas um alimento fonte de carboidrato em suas refeições.
- Açúcares – não consumir alimentos fonte de açúcares simples como: sorvetes, doces, guloseimas, mel, melado, caldo de cana, rapadura, entre outros, pois elevam a glicemia rapidamente.
- Gorduras – dê preferência aos óleos vegetais, como soja, canola, gergelim e girassol. Utilizar azeite de oliva extravirgem para temperar saladas ou sobre o prato já servido. Evitar embutidos, frituras, creme de leite, maionese e manteiga.
- Sal – consuma com moderação. Prefira os temperos naturais como açafrão, salsinha, alho, cebola, manjericão, manjerona, orégano, louro, alecrim e hortelã.
- Frutose – é o açúcar presente nas frutas e vegetais, que também pode elevar a glicemia. Por isso consuma as frutas com moderação.
Vale lembrar que a adequação do peso e a perda de gordura abdominal são fundamentais para garantir o controle da glicemia e evitar as complicações do diabetes mellitus. Uma reeducação alimentar associada com a prática de atividade física regular e orientada são os principais fatores aliados à qualidade de vida e ao equilíbrio do peso corporal.

É de extrema importância verificar no rótulo do produto a frase SEM ADIÇÃO DE AÇÚCAR ou a palavra DIET, indicando que o produto pode ser consumido por diabéticos. Nas Lojas Mundo Verde os produtos para diabéticos encontram-se organizados em gôndolas específicas, facilitando a identificação dos mesmos.

 Natalia Lautherbach - Nutricionista

O QUE ACONTECE QUANDO VOCÊ ACABA DE BEBER UMA LATA DE REFRIGERANTE

Primeiros 10 minutos:
> 10 colheres de chá de açúcar batem no seu corpo, 100% do recomendado diariamente.
> Você não vomita imediatamente pelo doce extremo, porque o ácido fosfórico corta o gosto.
20 minutos:
> O nível de açúcar em seu sangue estoura, forçando um jorro de insulina.
> O fígado responde transformando todo o açúcar que recebe em gordura (É muito para este momento em particular).
40 minutos:
> A absorção de cafeína está completa. Suas pupilas dilatam, a pressão sanguínea sobe, o fígado responde bombeando mais açúcar na corrente. Os receptores de adenosina no cérebro são bloqueados para evitar tonteiras.
45 minutos:
> O corpo aumenta a produção de dopamina, estimulando os centros de prazer do corpo. (Fisicamente, funciona como com a heroína..)
50 minutos:
> O ácido fosfórico empurra cálcio, magnésio e zinco para o intestino grosso, aumentando o metabolismo.
> As altas doses de açúcar e outros adoçantes aumentam a excreção de cálcio na urina, ou seja, está urinando seus ossos, uma das causas da OSTEOPOROSE.
60 minutos:
> As propriedades diuréticas da cafeína entram em ação. Você urina.
> Agora é garantido que porá para fora cálcio, magnésio e zinco, os quais seus ossos precisariam..
> Conforme a onda abaixa você sofrerá um choque de açúcar.
> Ficará irritadiço.
> Você já terá posto para fora tudo que estava no refrigerante, mas não sem antes ter posto para fora, junto, coisas das quais farão falta ao seu organismo.

> Pense nisso antes de beber refrigerantes.
> Se não puder evitá-los, modere sua ingestão!
> Prefira sucos naturais.
> Seu corpo agradece!

Os Benefícios da Sucralose

A Sucralose tem vários benefícios essenciais como adoçante não calórico quando usada em alimentos e bebidas:

Feita de açúcar


A Sucralose é feita a partir do açúcar e tem gosto de açúcar. A Sucralose é cerca de 600 vezes mais doce do que o açúcar e, portanto, basta uma quantidade muito pequena para adoçar alimentos e bebidas.
Não tem calorias, não causa problemas dentários

Apesar da Sucralose ser feita a partir do açúcar, ela não é reconhecida pelo organismo como carboidrato e tem, portanto, zero calorias. A Sucralose não provoca problemas dentários. Há estudos que demonstram que a Sucralose não é usada como alimento pelas bactérias orais que causam a cárie dentária.

Segura para todos

A Sucralose pode ser usada com segurança por toda a família, inclusive crianças, gestantes e mulheres amamentando e até pessoas com diabetes.

Testada e aprovada sempre

Como todos os ingredientes alimentícios, a Sucralose foi submetida a um amplo programa de testes de segurança antes que sua venda no mercado fosse autorizada. As autoridades sanitárias e regulatórias do mundo inteiro avaliaram cuidadosamente os estudos sobre a segurança da Sucralose e, em todos os casos, concluíram que a Sucralose é segura para o uso por toda a família.

Mantém a doçura

A Sucralose mantém a doçura mesmo quando usada ao cozinhar ou assar alimentos.

Redução do consumo de calorias

A Sucralose é uma alternativa útil para as pessoas que tentam reduzir seu consumo de açúcar ou calorias. Muitos produtos dietéticos ou “light”, inclusive refrigerantes e bebidas carbonadas, confeitos, sobremesas a base de leite e produtos de panificação são adoçados com Sucralose.

Excelente sabor e versatilidade

Cada vez mais alimentos e bebidas de baixo teor calórico, mas com sabor agradável, estão sendo adoçados com Sucralose, e os consumidores de muitos países experimentam um sabor equivalente ao do açúcar. A combinação especial de seu sabor açucarado e o fato de que a Sucralose retém sua doçura (ou seja, ela não se decompõe) permite oferecer aos consumidores, agora mais do que nunca, uma gama muito mais variada de produtos de baixo teor calórico e excelente sabor.

Produtos de Sucralose de uso caseiro

A Sucralose é o adoçante usado nos produtos de mesa da marca SPLENDA® (em cápsulas, pacotes ou de forma granular). Estes produtos são usados em casa para adoçar bebidas e para alimentos preparados em forno e fogão. Para obter mais informações sobre estes produtos, inclusive a faixa de produtos disponíveis e muitas receitas que você pode usar em casa.

A homocisteína é considerada um fator de risco para doenças cardiovasculares muitas vezes pior do que o colesterol

As doenças cardiovasculares são consideradas uma das principais causas de morte em todo mundo. Somente nos Estados Unidos, no ano passado, 450 mil pessoas morreram em decorrência dessa doença. No Brasil a taxa foi de 180 mil. Além da herança genética, o estilo de vida de cada pessoa – sedentarismo, fumo, estresse, entre outros – interfere na saúde cardíaca. O colesterol elevado é considerado o inimigo número um do coração. Mas, o verdadeiro vilão da história e a homocisteína.
Aminoácido natural, a homocisteína é produzida após a ingestão de carnes e laticínios. Ela surge em nosso organismo como um produto do metabolismo da metionina e é convertido em cistationa, um aminoácido. Esse é o caminho natural da homocisteína no organismo. Se esse ciclo não for corretamente seguido, pode haver prejuízo à saúde. O excesso da substância no sangue provoca o aumento do risco de coágulos e entupimento das artérias, e contribui para a formação de depósitos de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos. É a homocisteína, e não o colesterol, a substância que dá início às lesões vasculares que causam o infarto.
O nível de homocisteína elevado no sangue, como o de colesterol alto, aumenta o risco de doenças cardíacas, podendo evoluir para um infarto, até mesmo em pessoas jovens. Só que o índice elevado de homocisteína é considerado um fator de risco para doenças cardiovasculares muitas vezes pior e mais preciso do que o colesterol. O que agrava ainda mais o aparecimento de doenças coronarianas é que a homocisteína acelera a oxidação do LDL (o mau colesterol) aumentando ainda mais os danos vasculares. Ou seja, a concentração de colesterol pode estar normal, mas se o nível de homocisteína no sangue estiver alto, o prejuízo ao coração acontece de forma mais rápida do que se acontecer o contrário.
Para que a homocisteína não cause danos são necessários elementos naturais que regulem as reações da substância no organismo. As vitaminas B6 e B12, betaína e acido fólico são responsáveis em manter a concentração de homocisteína normalizada. Estudos apontam que os altos níveis de homocisteína no sangue podem estar relacionados com a deficiência dessas substâncias. Uma dieta alimentar adequada, rica em frutas cítricas, vegetais – especialmente os de folhas verdes – cereais, lentilha, aspargo, espinafre, feijão pode evitar os altos níveis da substância inimiga do coração.
Pessoas com doenças coronarianas têm o risco 10 a 15 vezes maior de sofrer um infarto se a concentração da homocisteína estiver elevada e cerca de 10% a 20% dos casos de doença cardíaca também são causados pelos altos índices da substância. A homocisteína é medida por meio de um simples exame de sangue. O nível saudável está entre 5 e 15 micromoles por litros (mmol/l). Nos países desenvolvidos esse tipo de exame se tornou obrigatório. A homocisteína ainda é desconhecida por grande parte da população, principalmente no Brasil. Os riscos que os altos índices da substância podem causar são sérios, e está provado que ela é bem pior que o temido colesterol.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O AÇUCAR... ESTE VILÃO!

Vamos falar um pouco sobre o excesso de açúcar.
O açúcar pode ser uma fonte de energia para o nosso organismo, mas o excesso de açúcar com certeza é prejudicial.

Grande parte dos alimentos que ingerimos é transformada em glicose, que é transportada do intestino para o nosso sangue; assim, a energia proveniente dos alimentos é distribuída, através da circulação sanguínea, a todo o nosso organismo.

Se fizermos as contas da quantidade de glicose que existe no volume total de sangue circulando em nosso corpo (mais ou menos 6 litros de sangue), temos um resultado surpreendente: o equivalente, aproximadamente, a apenas uma colher de chá de açúcar!

Nosso organismo procura manter a quantidade de glicose constante no sangue, com mínimas variações nos estados de jejum e após as refeições. Imagine o esforço que nosso organismo precisa fazer para retornar a taxa de glicose no sangue (glicemia) para a faixa normal (até 99 mg/dl) quando ingerimos um pedaço de bolo!
Podemos comparar nosso organismo a uma máquina que processa os alimentos para obter energia, e como toda máquina ele tem uma capacidade máxima que deve ser respeitada.
Tomemos como exemplo uma lavadora de roupa que tem capacidade para lavar 7 quilos de roupa: o que acontece se você colocar 21 quilos de roupa de uma só vez nesta máquina? Ela quebra. Mas se você lavar 7 quilos de cada vez, respeitando sua capacidade máxima, ela vai durar muitos anos.

A ingestão de açúcar em excesso, de uma vez só, como quando comemos um pedaço de bolo, provoca uma elevação rápida da glicose no sangue. Na tentativa de trazer de volta ao normal a quantidade de glicose acumulada no sangue, nosso organismo faz com que o pâncreas produza um hormônio chamado insulina, que serve para retirar este excesso de glicose da circulação. A insulina facilita a passagem da glicose do sangue para as células dos vários tecidos do corpo, fornecendo assim a energia necessária para seu funcionamento.

Quando sobra glicose, as moléculas de glicose se unem umas às outras para formar uma molécula maior chamada glicogênio, e assim é feito o estoque, como se empilhássemos a “mercadoria” em prateleiras. Este estoque é colocado principalmente em dois locais: no fígado e no músculo, mas a capacidade de estocagem é muito limitada, o “almoxarifado” é pequeno. Todo o nosso estoque de glicose dá somente para suprir de energia nosso organismo por menos de um dia.

AS DOENÇAS QUE PODEM VIR DO EXCESSO DE AÇÚCAR NA ALIMENTAÇÃO

Quando a ingestão de açúcar é muito grande e ultrapassa a capacidade de estocagem de glicose nos músculos e no fígado, a glicose é transformada em gordura e é armazenada no tecido adiposo, favorecendo o aparecimento de obesidade.

O aumento do tecido adiposo, especialmente quando o acúmulo de gordura se faz preferencialmente na região intra-abdominal, faz com que a insulina não funcione adequadamente, fique “fraca”. Assim, uma quantidade maior de insulina vai ser necessária para realizar o transporte da mesma quantidade de glicose; é o que os médicos chamam de resistência à ação da insulina. Quanto maior o acúmulo de gordura intra-abdominal, mais “fraca” fica a insulina. Enquanto o pâncreas “der conta do recado”, ou seja, for capaz de produzir mais e mais insulina, as taxas de glicose no sangue vão se manter dentro do normal, mas às custas de um excesso constante de insulina, que traz conseqüências para o resto do organismo, como por exemplo o aumento da pressão arterial.

Uma característica do tecido adiposo intra-abdominal é que ele não é um bloco de gordura estanque, ele tem um turn-over muito grande, captando do sangue e liberando na circulação, numa troca constante, substâncias que são prejudiciais à saúde e podem levar à aterosclerose, infartos e derrames, diferentemente da gordura que se acumula no tecido subcutâneo. Neste sentido, o famoso “pneuzinho”, e também o “culote”, são acúmulos de gordura muito menos prejudiciais ao organismo do que a gordura intra-abdominal.
Quando a resistência à insulina for tão acentuada que ultrapassa a capacidade máxima de produção de insulina pelo pâncreas (geneticamente herdada), acumula-se glicose no sangue, surgindo então o diabetes nas pessoas predispostas a esta doença.

O CICLO VICIOSO DO AÇÚCAR

Dietas muito ricas em açúcares podem aumentar o apetite e reduzir a saciedade. Quanto mais açúcar ingerimos, mais insulina precisamos fabricar para metabolizá-lo. Evidências sugerem que altos níveis de insulina (hormônio fabricado pelo pâncreas, que retira a glicose do sangue levando-a para dentro das células) parecem interferir com a sinalização da leptina (hormônio fabricado pelo tecido adiposo, que avisa o cérebro sobre a quantidade de gordura estocada): quando os níveis de insulina estão muito altos, o cérebro não fica sabendo quanta gordura está estocada, e o resultado final é uma maior ingesta de alimentos. Em outras palavras, quanto mais doce comemos, mais temos vontade de comer.

O PERIGO DOS REFRIGERANTES

Estudo publicado em 2007 no American Journal of Public Health, com 91249 mulheres seguidas por 8 anos, mostrou que aquelas que consumiam um ou mais copos de refrigerante com açúcar por dia tinham duas vezes mais chance de desenvolver diabetes do que aquelas que consumiam menos de um copo por mês. O consumo de refrigerante com açúcar também esteve ligado à diminuição do consumo de leite, cálcio, frutas e fibras, ao aumento do consumo de calorias e ao ganho de peso. Ao que parece, as pessoas não fazem a compensação das calorias do refrigerante diminuindo as calorias da refeição. Assim, levanta-se a possibilidade de os refrigerantes poderem aumentar a fome, diminuir a saciedade, ou simplesmente calibrar o organismo para um gosto doce muito acentuado.

 ALGUMAS RECOMENDAÇÕES EM RELAÇÃO AO CONSUMO DE AÇÚCAR

A Organização Mundial de Saúde recomenda que no máximo 10% das calorias diárias sejam provenientes do açúcar. Mas lembre-se de que não temos necessidade de consumir açúcar, pois os alimentos que ingerimos normalmente já nos disponbilizam quantidade suficiente de glicose.
A ingestão de açúcar em pequenas quantidades durante o dia é menos prejudicial do que consumir uma grande quantidade de uma só vez, pois sobrecarrega menos o pâncreas.

A ingestão de açúcar após uma refeição é menos prejudicial do que ingerí-lo sozinho, pois sua absorção é mais lenta quando ingerido após uma refeição, principalmente se esta for rica em fibras, fazendo com que a glicose chegue ao sangue mais lentamente e a taxa de glicose no sangue não se eleve tanto. Portanto, é melhor comer o doce como sobremesa do que sozinho no meio da tarde.

A glicose sanguínea pode ser usada para produzir energia; assim, fazer atividade física pode evitar o acúmulo de glicose no sangue, minimizando os efeitos da ingestão de açúcar.
Evite comer doces à noite e em seguida ir dormir, pois este açúcar não utilizado como energia vai ser armazenado como gordura.

Não precisamos banir o açúcar do nosso cardápio, mas devemos respeitar nosso corpo, como se respeita um templo, afinal ele é nossa verdadeira casa. Qualquer alimento, desde que ingerido com moderação e saboreado com prazer, sem pressa e sem ansiedade, dentro de uma dieta equilibrada, não é prejudicial. Lembre-se de que nossa saúde é o reflexo do que, do quanto e de como comemos.


Outras doenças relacionadas ao consumo de açúcar em excesso:

Com relação ao diabetes, podemos relacionar as seguintes complicações:
- Cegueira
- Impotência masculina
- Amputação dos membros inferiores
- Problemas cardiovasculares
- Insuficiência renal

Uma taxa de glicose mais elevada do que o nível ideal é uma das principais causas de mortalidade cardiovascular em várias regiões do mundo Prejudica a memória, pois causa declínio cognitivo Envelhecimento precoce, pois o alto consumo de açúcar aumenta a formação de radicais livres, que, em excesso, podem causar efeitos deletérios ao organismo, gerando o estresse oxidativo, ou seja, os radicais livres alteram o funcionamento das nossas células, favorecendo o envelhecimento celular.
Pode causar enxaqueca, distúrbios de concentração, fadiga crônica (pois ele gasta vitaminas do complexo B e minerais), e ainda destrói alguns nutrientes essenciais ao seu próprio metabolismo, como por exemplo, o cromo.

Prejudica o sistema imunológico - Cerca de 70-80% dos sinais da modulação do nosso sistema imunológico vêm da parede do intestino. As responsáveis por manter a integridade da parede intestinal e fazer com que a modulação do nosso sistema imunológico trabalhe de forma adequada são as boas bactérias. Entretanto, o açúcar é o alimento preferido dos fungos e más bactérias, que prejudicam o bom funcionamento do intestino, e, conseqüentemente, do sistema imunológico.

Além disto, o açúcar aumenta a excreção de determinados nutrientes pelo organismo, entre eles, os responsáveis pela ação da modulação do sistema imunológico, ou seja, prejudica as defesas do organismo, fazendo com que as pessoas fiquem mais propensas a gripes, candidíases, herpes, amigdalites, entre outras doenças.
Pode produzir reações alérgicas, inclusive na forma de caspa e acne.
Dra. Anete Hannud Abdo, da USP