sábado, 23 de março de 2013

ADOÇANTES



Tipos, vantagens, desvantagens e os possíveis riscos dos adoçantes para saúde.
Adoçantes são produtos constituídos a partir de uma substância chamada edulcorante, que tem capacidade de adoçamento maior do que o açúcar tradicional ou sacarose. Por esta razão é possível utilizar quantidade mínimas do adoçante.
Antes usados por pessoas com necessidades específicas, como os diabéticos, há muito passaram a ser usados também por quem quer perder ou controlar o peso. Porém, várias pesquisas já colocaram em dúvida a eficácia de diversos tipos de adoçantes tanto no processo de emagrecimento quanto na saúde em geral de quem os utiliza.
Os adoçantes dividem-se em grupos de baixa ou nenhuma caloria (ou não-nutritivos) e geralmente artificiais, e de calóricos (ou nutritivos) e naturais.
Tipos de adoçantes de baixa ou nenhuma caloria
Acessulfame-K
Foi descoberto em 1967 e é um sal de potássio sintético produzido a partir de um ácido da família do ácido acético. Seu sabor residual se assemelha ao da glicose. É considerado totalmente seguro, e resiste ao tempo e a altas temperaturas. Por isso é usado, entre outras coisas, em receitas de alimentos que precisam ir ao fogo, como pães e bolos. Tem o poder adoçante entre 180 e 200 vezes maior do que o açúcar e é permitido para diabéticos, mas contra indicado para pessoas com deficiências renais que precisam reduzir a ingestão de potássio. Não contribui para a formação de cáries. Apesar de absorvido, não é metabolizado pelo organismo, logo é eliminado tal como é ingerido.
Aspartame
É uma exceção à regra. Apesar de calórico (4 kcal por grama), na dosagem recomendada tem valor energético desprezível por causa do seu poder adoçante (que é 200 vezes maior do que o do açúcar comum). Logo, pode ser usado por diabéticos. Foi descoberto em 1965 e é uma combinação de fenilalanina e ácido aspártico. O sabor é bem semelhante ao do açúcar, e não deixa residual amargo. Mas é contra indicado o uso por gestantes, lactentes e fenilcetonúricos (pessoas cujo organismo não consegue metabolizar a fenilalanina). Também não deve ser utilizado em alimentos quentes, pois perde o poder de adoçar e pode formar substâncias tóxicas.
Ciclamato
É 30 vezes mais doce do que a sacarose e possui sabor semelhante, apesar de deixar leve residual amargo. Foi descoberto em 1940, a partir de um derivado do petróleo, o ácido ciclo hexano sulfâmico. Já esteve relacionado ao câncer, mas hoje em dia é liberado em mais de 50 países. Geralmente é combinado com outros adoçantes de baixa caloria para reduzir o valor calórico de alimentos e bebidas populares, para assim diminuir a quantidade necessária de adoçante e acentuar o sabor doce. É contra indicado para hipertensos e pessoas com problemas renais.
Sacarina
Possui muitas semelhanças com o ciclamato: é um adoçante popular, também composto por um derivado do petróleo (ácido sulfanoilbenzóico), não é recomendado para hipertensos e é estável a altas temperaturas. Por deixar um residual além de amargo, também metálico, geralmente é combinado a ele. Seu poder adoçante é entre 200 e 700 vezes maior do que o açúcar, e é utilizado em muitos produtos. Houve um tempo em que vinha com um rótulo informando seus riscos cancerígenos, mas hoje em dia já é permitido por mais de 100 países.
Sucralose
É altamente resistente a altas temperaturas. É constituído a partir de uma molécula modificada da sacarose, por isso possui estrutura semelhante à dela, e pode ser até 600 vezes mais doce. É seguro, não apresentando efeitos tóxicos, neurológicos, reprodutivos ou carcinogênicos. Como não é absorvido pelo organismo, não afeta os níveis de glicose. Logo, pode ser consumido com segurança por pessoas com diabetes. É um edulcorante um pouco mais caro do que os outros.
Tipos de adoçantes calóricos
Frutose
É encontrado principalmente nas frutas, mas pode ser extraído também em alguns cereais, vegetais e no mel. Contra indicado para quem apresenta excesso de triglicerídeos. Adoça cerca de 170 vezes mais do que o açúcar comum e possui sabor semelhante, mas um pouco mais doce. Não deve ir ao fogo porque, apesar de não perder o poder adoçante, derrete. Causa cáries.
Lactose
É extraído do leite, por isso é contra indicado para quem possui alergia ao leite ou seus derivados. É utilizado para reduzir a potencialização de outros adoçantes. Pode apresentar efeito laxativo e perde o poder de adoçar quando vai ao fogo. É 0,15 vezes mais doce do que a sacarose, e possui sabor semelhante.
Maltodextrina
É um carboidrato de absorção gradativa, constituído a partir do amido de milho, e é contra indicado para diabéticos por conter dextrose, glicose e vários açúcares. Perde o poder adoçante em temperatura alta. Se misturado com outros edulcorantes, encorpa a receita. É cerca de 1,5 vezes mais doce do que a sacarose.
Manitol
É encontrado em algas e vegetais e possui efeito laxativo se consumido em excesso. É obtido a partir da redução da frutose. Não favorece o aparecimento de cáries. É estável a altas temperaturas e utilizado somente industrialmente, na produção de alimentos (geralmente associado ao sorbitol). Pode ser consumido por diabéticos.
Sorbitol
É obtido a partir da redução da glicose. Doses diárias acima de 70 gramas possuem efeito diurético e laxativo. Pode ser consumido por diabéticos e não favorece a formação de cáries. É misturado com outros edulcorantes para acentuar o brilho e a viscosidade de certas receitas. Possui o sabor um pouco mais adocicado do que a sacarose, apesar de seu poder adoçante ser 0,5 vezes mais fraco.
Steviosídeo
Foi descoberto a mais de um século, considerado seguro e atóxico. É extraído de uma planta (Stévia Reubadiana) e adoça 300 vezes mais do que o açúcar. É muitas vezes associado a outros edulcorantes para retirar o sabor residual que eles deixam. É estável a altas temperaturas e o único adoçante de origem vegetal produzido em escala industrial. Não possui contra indicações e seu sabor é um pouco amargo. Não causa cáries e realça o sabor dos alimentos.
Xilitol
É um álcool de açúcar obtido através da hidrogenação de xilose (um tipo de açúcar). Seu poder adoçante é menor do que o do açúcar. Não favorece a formação de cáries.


Recomendações de uso saudável de adoçantes
O uso de adoçantes ainda hoje gera muita polêmica, principalmente artificiais. Há quem diga que eles causem diversos tipos de problemas, mas não existem constatações que realmente validem essas informações.

De qualquer forma, ao utilizar essas substâncias é essencial respeitar o limite de consumo, e se seu caso permitir, dar preferência aos adoçantes de origem natural.
Quem quer perder peso deve ficar atento aos rótulos dos produtos, pois nem todo adoçante engorda menos do que o açúcar.

Os diabéticos devem verificar se o que irão consumir não é apenas uma mistura de açúcar e edulcorantes, no intuito de diminuir o valor energético.

Pessoas hipertensas devem procurar controlar o nível de sódio na alimentação, assim como quem possui problemas renais. Adoçantes como o ciclamato ou a sacarina, por exemplo, possuem níveis altos deste mineral.
Aqueles que não estão em dietas especiais têm muitas duvidas entre usar açúcar e adoçante. Um ponto de partida, segundo o nutricionista Gustavo Viena, pós-graduado em nutrição esportiva pela Universidade Federal de Goiás, o adoçante continua sendo uma boa escolha para evitar o alto índice glicêmico e calórico do açúcar.

O Steviosídeo é um dos mais indicados, por ser de origem vegetal. O aspartame, o acessulfame e o cliclamato devem ser utilizados com cautela, até porque existem estudos, mesmo que ainda inconclusivos, relacionando essas substâncias com o câncer.

Além desses adoçantes já utilizados há algum tempo no Brasil, a ANVISA liberou o uso de outras três substâncias: a taumatina, o eritritol (ambos naturais) e o neotame (artificial). A variedade de opções aumentando no país prova que os brasileiros estão cada vez mais preocupados em levar uma vida mais saudável.
Para saber qual o tipo certo de adoçante para você, o ideal é estar ciente de suas restrições e necessidades, e ler com atenção os rótulos dos produtos disponíveis no mercado.


Adoçantes artificiais - Perigos na utilização
Muito se tem falado sobre os adoçantes artificiais. Muitos são os e-mails, recebidos pelo site de Nutrição do Portal Orgânico, solicitando esclarecimentos sobre a utilização desses produtos.

A posição do site de Nutrição do Portal Orgânico em relação aos adoçantes artificiais, é a preconizada pela nossa consultora e colaboradora *Dra. Elaine de Azevedo, descrita em seu livro: "Alimentos Orgânicos", que transcrevemos a seguir:

"É importante mencionar o perigo dos adoçantes artificiais ou edulcorantes - a sacarina, o ciclamato e o aspartame - cujo uso é incentivado indiscriminadamente na mídia pela indústria farmacêutica.

A imagem da magreza, relacionada ao uso de adoçantes artificiais, em contraposição à obesidade e ao consumo de açúcar, utilizada na mídia, é muito simplista para dar conta da complexidade dos problemas relativos à obesidade. Além disso, as propagandas ignoram a ação tóxica dos adoçantes artificiais e as repercussões do seu uso na saúde humana. O aspartame é uma neurotoxina, ou seja, uma droga que destrói o sistema nervoso e o cérebro. Sua molécula tem três componentes: o ácido aspártico, a fenilalanina e o metanol. O ácido aspártico causa lesões cerebrais em experiência com animais. A fenilalanina existente no aspartame é neurotóxica, quando isolada dos outros aminoácidos das proteínas.

Facilita a ocorrência de ataques epiléticos e bloqueia a produção de serotonina, que é uma das substâncias existentes no cérebro para regular o sono. Níveis baixos de serotonina, além de insônia, provocam depressão, angústia e alterações no humor. O metanol, depois de ingerido, converte-se em formaldeído e ácido fórmico (principal componente do veneno das picadas da formigas). O formaldeído também é uma neurotoxina de ação cancerígena e faz parte do mesmo grupo das drogas como cianeto e arsênico.

Segundo o médico oncologista Dr. Juvenal Antunes Oliveira Filho, apesar de possuir um poder de adoçamento muito maior que o açúcar de cana comum, aliado a baixíssimas calorias, o uso constante de adoçantes artificiais pode criar problemas para o organismo, incluindo o aparecimento e agravamento de tumores em vários órgãos. Os ciclamatos foram proibidos nos EUA, mas continuam sendo vendidos livremente no Brasil. Nos anos 70 o Ministério da Saúde brasileiro proibiu a comercialização da sacarina, quando pesquisadores norte-americanos alardearam que esse adoçante poderia provocar câncer da bexiga em ratos. O câncer de bexiga é o segundo de maior incidência dos órgãos urogenitais no público masculino, perdendo apenas para o de próstata e representando 3% do total de tumores no Brasil. Órgãos oficiais prevêem aumento de 50% dos casos no mundo até 2020.

Segundo o médico, o aspartame pode estar relacionado com o desenvolvimento da doença de Alzheimer e de tumores cerebrais, cuja incidência tem crescido significativamente, embora não exista prova concreta dessa relação em ambas as doenças (Oncocamp, 2004). Leaderer (1991) desenvolveu estudos que mostram que o ciclamato, o aspartame e a sacarina usados em produtos light causam câncer de bexiga em cobaias.

Pesquisadores alertam que níveis baixos de aspartame desequilibram a função das glândulas pituitárias de camundongos. O bom funcionamento desta glândula garante o equilíbrio de inúmeros processos bioquímicos no organismo (Schainker; Olney, 1974). Alguns pesquisadores alertam para o fato de que o uso do aspartame de ação neurotóxica, pode estar relacionado a doenças sérias como o mal de Alzheimer, esclerose múltipla, doença de Parkinson e lúpus sistêmico.

Também disfunções como tontura, dores musculares, pressão alta, hemorragia de retina e depressão são associadas ao uso contínuo de adoçantes artificiais na dieta através de refrigerantes, de sucos de frutas, chocolates, balas, chicletes e produtos light em geral.
Uma lista de cinqüenta e sete estudos científicos sobre as conseqüências do uso desse adoçante pode ser encontrada no sítio eletrônico do Aspartame Victims Support Group:
http://presidiotex.com/aspartame/index.html - acesso em 2 jun 2005.


Com a expansão das dietas de redução calórica e com o crescimento da produção em larga escala de produtos diet e light, o uso de edulcorantes tem aumentando muito nos últimos anos. Essa tendência mais a correlação entre o câncer e os adoçantes, fez com que a Organização Mundial de Saúde recomendasse a ingestão diária do ciclamato em valores localizados entre 0,1 a 11 mg de adoçante por kg de peso corporal como aceitável, evitando intoxicações e maiores riscos à saúde (Fallon; Enig, 1999).

Os refrigerantes, chocolates, chicletes, geléias e outros produtos adoçados artificialmente - alguns conhecidos como sugar free - representam um grande perigo para a população. Os edulcorantes são medicamentos e só deveriam ser utilizados com moderação pelos diabéticos, que podem optar por um adoçante natural, a planta stévia, na forma de chá concentrado ou em pó, industrializada. Porém, é preciso certificar-se de sua pureza e integridade através das indicações do rótulo, pois muitos adoçantes à base de stévia, vendidos no mercado, contêm também adoçantes artificiais. “Alerta-se que mesmo essa planta deve ser usada sob prescrição dietética”.

Nota: É melhor não arriscar e procurar adoçantes que não tenham contra-indicação.
 

Sucos Naturais


Sucos de frutas, vegetais e hortaliças são de extrema importância para a manutenção da saúde e nutrição. Entenda por que:
Estamos cada vez mais expostos à toxinas: no ar que respiramos, nos alimentos e na água que ingerimos, nos produtos químicos que utilizamos, no stress da vida nas grandes cidades. Estes fatores promovem um “envenenamento” do nosso organismo, removendo nossa vitalidade nossa saúde.
Muitos alimentos vegetais crus exercem o papel de desintoxicação do nosso corpo, pois auxiliam  na eliminação destas toxinas, além de fornecerem vitalidade, energia, água , enzimas, vitaminas, sais minerais e fibras naturais. O benefício de ingerir frutas, legumes, sementes, raízes e hortaliças em forma de suco está no fato de que  líquidos são absorvidos mais rápida e intensamente pelo nosso organismo que em alimentos sólidos.
Alguns benefícios da ingestão de sucos:  melhora do sistema cardiovascular – aumenta a disposição e hidratação do corpo todo – desintoxica o sangue – melhorias no sono, memória e lucidez – ativa o sistema imunológico – melhora do trânsito intestinal- tonifica pulmões, rins e fígado.
Dicas de preparo
Utilize sempre vegetais frescos, de preferência orgânicos, e não adicione açúcar ou adoçante (utilize frutas naturalmente doces ou frutas secas para adoçar seus sucos). Consuma o suco imediatamente após seu preparo, pois após alguns minutos ele oxida, o que compromete suas propriedades terapêuticas. Se tiver prisão de ventre ou baixo consumo de fibras na dieta, tome o suco sem coar.  Evite adicionar água, pois são mais benéficos quando concentrados.  É interessante promover misturas entre os tipos de alimento num mesmo suco (exemplo: fruta +legume + hortaliça ), para obter uma maior quantidade de nutrientes e de propriedades terapêuticas.
Sugestões de sucos saudáveis e saborosos
cenoura +maçã  =  auxilia o emagrecimento, digestão, tem propriedades antioxidantes, desintoxicantes, anti inflamatórias, funciona como um tônico no organismo.
maracujá+ maçã+ couve =  Auxilia no combate de muitas doenças. Rico em vitamina C, ferro, cálcio e fósfoto; atua como remineralizante, laxante, antioxidante, calmante.
suco de limão com casca =  Na casca e na polpa branca do limão existem propriedades de elevado valor terapêutico,  d-limoneno, citrinas, vitamina C, pectina. Experimente misturar à este suco outras frutas e hortaliças.
manga+ laranja +gengibre = fortalece o sistema imunológico, bom para problemas respiratórios, antioxidante,  antiinflamatório.
abacaxi + gengibre + hortelã = ótimo para doenças respiratórias em geral, pois limpa as vias respiratórias. Favorece a digestão, depura o sangue, bom para dores de garganta.
couve+fruta (laranja, limão, maracujá etc) = antioxidante, previne envelhecimento, melhora a circulação sanguínea, rico em fibras.
sucos +chá verde = experimente adicionar chá verde ao preparo dos sucos,  que possui muitas propriedades terapêuticas;  previne o envelhecimento, é  antioxidante,  possui bioflavonóides que previnem doenças, fortalece o sistema imunológico e auxilia o emagrecimento.
sucos+ leites vegetais = adicionar leites vegetais torna a bebida muito mais nutritiva e saborosa. Aprenda a fazer leite vegetal.
Referências: Doce limão

Uso de óleo coco extra virgem



Óleo de coco extra virgem da Copra usado em pesquisa da UFRJ

1. Como você explica a ação benéfica com o uso do óleo de coco extra virgem da COPRA em experiência com pessoas obesas?
R. Uma vez que o óleo de coco extra-virgem é rapidamente transformado em energia, ele pode gerar uma maior saciedade, além de aumentar o metabolismo. Além disso, ele não é estocado no tecido adiposo ou tecido de gordura corporal e não se incorpora em lipoproteínas que aumentem a concentração de LDL-colesterol. É importante salientar a necessidade de orientação nutricional quanto à reeducação alimentar e quanto à quantidade consumida.

2. Que substâncias e quais as funções de cada uma na redução de peso, na saciedade e na elevação do HDL?
R. O óleo de coco extra virgem da COPRA, que foi cedido para a nossa pesquisa, é constituído de um tipo de gordura chamada de triglicerídeo de cadeia média ou TCM. O TCM tem prioridade em gerar energia rápida na mitocôndria (organela celular responsável por gerar energia) sem precisar da enzima carnitina palmitoil transferase. Outros tipos de gorduras como os triglicerídeos de cadeia longa ou TCL - presente nos óleos vegetais - necessitam desta enzima para entrar nas mitocôndrias, acumulando-se mais rapidamente na forma de gordura corporal.
Por sua vez, o TCM é metabolizado de forma mais rápida que o TCL. O TCM chega no intestino na forma de ácido graxo de cadeia média e não necessita dos ácidos biliares para sair do intestino e atingir a circulação sanguínea - o TCL necessita dos ácidos biliares. O TCM se liga à albumina e chega ao fígado pela veia porta, enquanto que o TCL o faz pela via linfática. A velocidade do fluxo sanguíneo portal é 250 vezes maior do que o fluxo linfático, estimulando menos as vias biliares, a secreção de colecistoquinina e de colesterol. Esta alta velocidade e a facilidade de entrar na mitocôndria da célula hepática faz com que o TCM gere energia rápida pelas células (beta oxidação hepática) levando à maior formação de corpos cetônicos (relacionados ao aumento da saciedade), podendo ser usado por quem tem compulsão alimentar, principalmente por alimentos doces e gordurosos.
Além disso, o TCM presente no óleo de coco extra-virgem, pode aumentar o gasto energético do indivíduo por atuar na taxa metabólica basal ou TMB. A TMB em indivíduos obesos é reduzida, o que os torna metabolicamente econômicos: gastam menos energia e apresentam prioridade em estocar energia, aumentando o tecido de gordura corporal. Então, se o óleo de coco extra-virgem aumenta a TMB, haverá um aumento no gasto energético do indivíduo obeso.
Então pode-se ter um maior controle do peso corporal pelo TCM por três vias: por estimular a beta oxidação hepática (transforma o TCM em energia rápida); inibir a lipogênese (formação de gordura) e, favorecer a formação de corpos cetônicos (atuam no aumento da saciedade).
Há, ainda, estudos que mostram que o TCM pode reduzir a produção da lipoproteína VLDL, relacionada com um aumento do LDL-colesterol, por inibir secreção e expressão do RNA mensageiro da apolipoproteína B ou apoB. Os TCL, ao contrário do TCM, estimulam a produção da apoB, desta forma, podem aumentar a concentração do LDL-colesterol. O mecanismo pelo qual o TCM aumenta o HDL colesterol ainda é desconhecido.

3. Pode explicar melhor o que são "triglicerídeo de cadeia média" e triglicerideo de cadeia longa e qual é a interferência e atuação no organismo?
R. Os triglicerídeos de cadeia média (TCM), são moléculas apolares formadas por três ácidos graxos saturados os quais contém ácidos graxos de cadeia média, com os ácidos caprílico, cáprico, capróico e láurico, este último relacionado a um aumento do sistema imunológico. São encontrados principalmente na gordura do coco e no leite materno. Diferem dos triglicerídeos de cadeia longa (TCL), como o palmitato, ácido linoléico e linolênico, os quais apresentam ácidos graxos com mais de 12 carbonos.

Os indivíduos predispostos à obesidade parecem ser particularmente vulneráveis à dietas ricas em gorduras, por apresentarem menor capacidade de aumentar a oxidação destas, quando expostos à dietas hiperlipidicas (ricas em gordura). Porém, evidências sugerem que não apenas a quantidade de gordura, mas também a sua qualidade é determinante para o armazenamento em gordura corporal, pois podem afetar as taxas de oxidação lipídica, e, ainda agir de forma diferenciada sobre a saciedade influenciando o consumo dietético e o peso corporal.

Fonte: UFRJ Entrevista de Monica Coronel sobre uso de óleo coco extra virgem.
 

Chá para Dormir Bem



Você vai precisar de:

  • Uma colher (chá) de hortelã picada
  • Uma colher (chá) de erva doce
  • Uma colher (chá) de camomila
  • Uma colher (chá) capim limão
  • 1 litro de água

Modo de Preparo:

Misture todas as ervas e junte a água previamente fervida. Mantenha abafado por 10 minutos e coe antes de beber.

Posologia

Tomar 1 xícara do chá cerca de 1 hora antes de se deitar. Se você sofre com a ansiedade, tome o chá também ao longo do dia para combater o nervosismo.